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Câmara aprova que altera marco legal do seguro rural e torna gasto obrigatório

Câmara aprova PL que atualiza marcos do seguro rural, torna subvenção obrigatória e remaneja recursos ao Ministério da Agricultura; projeto retorna ao Senado

Para garantir o apoio do governo para a aprovação na Câmara, Lupion discutiu o seu parecer com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti Foto: Wilton Junior/Estadão
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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 27, o projeto de lei que moderniza os marcos legais do seguro rural. A proposta define a subvenção econômica ao prêmio como despesa obrigatória, vinculada às Operações Oficiais de Crédito e supervisionada pelo Ministério da Fazenda. A votação foi simbólica, e o texto retorna ao Senado, onde já havia sido aprovado no fim do ano passado.

O projeto é uma das prioridades da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), liderada pelo deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR). A FPA busca que o novo marco seja sancionado até o fim de junho, antes do início do Plano Safra 2026/27. O Ministério da Agricultura também apoia a proposta, que aponta um novo modelo de seguro rural.

Para facilitar a aprovação, Lupion discutiu o parecer com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. O governo concordou em manter a rubrica orçamentária no Ministério da Agricultura e incluir o Proagro como fonte de recursos para o seguro rural.

O texto prevê que as despesas com a subvenção tenham caráter obrigatório e fiquem limitadas ao orçamento anual disponível. Também remaneja recursos do Proagro para a subvenção do seguro rural e prioriza o uso de crédito rural para o setor.

O contrato de seguro adquirido pelo produtor deverá integrar as garantias das operações de crédito rural, com seguradoras sujeitas a requisitos de capacidade econômico-financeira. O parecer define prazos para pagamento de indenizações.

Além disso, o governo poderá incentivar o uso do seguro rural e manter condições preferenciais na concessão de crédito rural e de outras modalidades de financiamento. A subvenção será uma linha de apoio aos prêmios.

O projeto amplia o escopo do fundo de cobertura suplementar dos riscos do seguro rural. A União pode participar como cotista em moeda, títulos públicos, ações de sociedade mista, imóveis e outros ativos. O fundo também pode emitir Letra de Risco de Seguros e realizar resseguro.

Por fim, o texto define que o fundo não pagará rendimentos aos cotistas, mantendo a função de cobertura de riscos para o setor. A tramitação segue para o Senado, onde já recebeu apoio na proposta anterior.

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