O Brasil registrou prejuízos superiores a R$ 514 bilhões em 2025 devido à falsificação, ao contrabando e à pirataria, segundo o anuário da ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação) divulgado nesta quarta-feira (27). Os números consideram perdas de arrecadação tributária e redução no faturamento de indústrias legalmente estabelecidas.
Segundo o documento, houve um crescimento de 8% no prejuízo relacionado a falsificação, contrabando, pirataria e mercado ilegal em relação a 2024. A ABCF aponta o valor como marco recorde de perdas para empresas e cofres públicos, refletindo impactos amplos em diversos setores da economia.
Entre os setores mais afetados, o anuário destaca bebidas alcoólicas com prejuízo estimado em R$ 89,5 bilhões, vestuário com R$ 55 bilhões, combustíveis com R$ 30 bilhões e material esportivo com R$ 32 bilhões. A indústria de autopeças também registra impacto relevante, com R$ 13 bilhões em 2025.
Impacto por estados
São Paulo lidera as perdas, respondendo por cerca de 40% do total, ou seja, aproximadamente R$ 205,6 bilhões. Em seguida, o Paraná apresenta 14% da perda nacional, cerca de R$ 71,96 bilhões, e o Rio Grande do Sul concentra 10% do total, equivalente a R$ 51,4 bilhões.
Declaração de autoridades
Durante a posse da nova diretoria da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, o deputado Julio Lopes (PP-RJ) mencionou preocupação com a situação do setor. Em evento no Rio de Janeiro, na Firjan, o presidente empossado da Frente citou casos de queda de mercado em empresas de pneus, que empregam milhares de pessoas e agora operam com participação de mercado reduzida.
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