O debate sobre a cultura de gorjetas nos Estados Unidos ganhou fôlego nos últimos anos, com relatos virais de garçons e garçonetes insatisfeitos com o valor deixado. Em cidades como Filadélfia, há quem considere a prática excessiva mesmo para pedidos simples para viagem.
Para algumas trabalhadoras, as gorjetas são parte essencial da renda. Em Nova York, a cobrança mínima de gorjetas já é vista como indispensável e, em muitas ocasiões, 20% é já o padrão aceito pelos clientes.
Em outras partes do mundo, a pressão por gorjetas causou desconforto. Na Islândia, o hábito não era comum até o fluxo de turistas americanos crescer, levando restaurantes a sugerirem gorjetas no fechamento da conta e provocando irritação entre locais.
Repercussões internacionais e cenários diversos
Em Reykjavik, o uso de terminais de pagamento que sugerem gorjetas se tornou mais comum, o que irrita parte da população que encara o serviço como obrigação do empregador. Em outras cidades, turistas costumam esperar que a gorjeta seja parte natural da conta.
No México, moradores locais apontam que visitantes dos EUA ajudam a difundir a prática, agravando a cobrança extra em bares e restaurantes. No Reino Unido, observa-se uma tendência de elevar o serviço cobrado, com um aumento de 12,5% para cerca de 15%.
Mecanismos digitais e salários
Especialistas apontam que máquinas de pagamento comprovam a popularidade da gorjeta em todo o mundo, ao exigir a opção de tip. Dados da SumUp indicam que o uso de opções digitais para gorjetas cresceu significativamente entre 2022 e 2024 no Reino Unido.
Nos EUA, as gorjetas continuam vitais para muitos trabalhadores, já que o salário mínimo para quem recebe gorjetas é de apenas 2,13 dólares por hora, frente a 7,25 dólares para os demais. Profissionais destacam a importância de manter o modelo atual, que depende das gorjetas para complementar a renda.
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