A Escale, empresa brasileira criada em 2013 para vender por telefone, mudou o modelo de negócio ao longo dos anos. Inicialmente apoiada em campanhas digitais com grande equipe de atendimento, passou a reduzir a operação humana e investir fortemente em IA para atendimento e vendas.
A redução de quadro foi expressiva: de mais de 1.000 funcionários, a empresa caiu para 280 colaboradores, com a estimativa de ter eliminado mais de 700 postos na transição para IA. Mesmo assim, a receita deve crescer de 2025 para 2026, de R$ 100 milhões para R$ 125 milhões, um salto de 30%.
A empresa atende clientes como Banco BV, Claro, Itaú e C6 Bank, principalmente em telecomunicações e produtos financeiros. A evolução inclui o uso de agentes virtuais e de uma plataforma IA chamada aisa, capaz de conduzir conversas comerciais mais complexas e elevar taxas de conversão.
A Escale não depende de um único modelo de IA. Em vez disso, utiliza modelos disponíveis no mercado, como GPT e Claude, integrados a uma arquitetura própria que gerencia fluxos e operações. O objetivo é manter a flexibilidade para diferentes tarefas.
Ken Diamond, norte-americano e fundador da Escale, afirma que o foco é a jornada de vendas como um todo, não apenas a automação de tarefas. O executivo destaca que a empresa passou por etapas: de atendimento humano reforçado a chatbots, e agora para agentes de IA que conduzem diálogos completos.
Diamond comenta ainda sobre o Brasil, ressaltando que o país possui condições únicas para negócios digitais. O WhatsApp é citado como canal central, refletindo um ecossistema onde consumidores e empresas já operam de forma integrada.
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