O papa Leão 14 conheceu, na terça-feira (26 mai 2026), o Luce, o primeiro carro 100% elétrico da Ferrari. O encontro ocorreu na residência de verão de Castel Gandolfo, na Itália, e o veículo vale US$ 640 mil.
A apresentação foi feita pelo presidente da Ferrari, John Elkann, e pelo CEO Benedetto Vigna. O Pontífice sentou-se no banco do motorista e recebeu um volante como homenagem. Elkann explicou que o Luce é o primeiro de cinco lugares, não o primeiro de quatro portas.
Segundo a Reuters, as ações da Ferrari caíram 8,37% na Bolsa de Milão, fechando aos 284,05 euros. Analistas apontam o ceticismo de investidores diante da transição da marca para a propulsão elétrica.
Desempenho e tecnologia
O Luce usa plataforma de 800 volts e bateria de 122 kWh produzida em Maranello. São quatro motores independentes, um em cada roda, com potência total de 1.050 cv. Velocidade máxima de 310 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.
A autonomia estimada é de 530 quilômetros. O sistema e-Manettino ajusta aerodinâmica e regeneração de energia, com resposta de 200 vezes por segundo para estabilidade entre eixos.
Design e sustentabilidade
A cabine traz telas OLED da Samsung Display e uma chave com tecnologia E Ink. O interior foi concebido com o coletivo LoveFrom, liderado por Jony Ive, priorizando interface simples e foco no motorista.
A Ferrari afirma reduzir em 70% as emissões de CO2 na produção, por meio do uso de ligas de alumínio secundárias. O Luce mantém o tradicional prazer de dirigir, combinado à sustentabilidade demandada pelo mercado.
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