O fim da escala 6 x 1 na RD Saúde, gigante do varejo farmacêutico anteriormente conhecida como Raia Drogasil, foi implementado de forma gradual. A mudança já passou a valer para farmacêuticos, gerentes e, mais recentemente, para todos os funcionários de lojas, mantendo o centro de distribuição como exceção. A decisão visa adaptar horários às novas expectativas dos colaboradores.
Segundo Antonio Carlos Pipponzi, que comandou a empresa e hoje preside o conselho da RD Saúde, houve aumento de custos, mas a melhoria na qualidade do trabalho foi considerada compensação suficiente. O executivo aponta que a composição do pacote de remuneração, ambiente de trabalho e jornada passam a ter peso maior na atração e retenção de talentos.
A RD Saúde mantém cerca de 75 mil funcionários no Brasil. A mudança ocorre em meio a debates na Câmara dos Deputados sobre a possibilidade de encerrar a escala 7 x 1, com apoio do governo e de lideranças de diferentes casas. A votação ainda é aguardada para esta semana, conforme informações do Legislativo.
Custos e ganhos
Pipponzi lembra que, embora haja impacto financeiro, o ganho na qualidade da execução pode justificar o gasto adicional. A empresa vê a redução de rotatividade e melhoria no atendimento como resultados esperados da nova jornada de trabalho.
Além de liderar a RD Saúde, o executivo atua como presidente do conselho consultivo do IDV, instituto voltado ao desenvolvimento do varejo. A conversa também abordou potenciais impactos da mudança para diferentes segmentos do varejo, incluindo o de primeira necessidade, que depende de abertura aos domingos.
A adoção da jornada 5 x 2, de acordo com o que foi observando na prática, pode exigir ajustes conforme o setor e o perfil do público atendido. A validade da mudança depende de aprovações regulatórias e de negociações entre empresas, trabalhadores e sindicatos.
Entre na conversa da comunidade