O Brasil criou 85,8 mil empregos formais com carteira assinada em abril, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo MTE nesta quinta-feira (28/5). O saldo resulta de 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos.
O mês teve 85,3% de vagas típicas e 14,6% não típicas, com 30 horas ou menos e aprendizes em destaque. Três dos cinco setores apresentaram saldo positivo, conforme o levantamento.
Principais setores em alta
Serviços gerou 69.601 vagas, puxado por saúde, transporte e atividades administrativas. Construção Civil somou 23.525 novas vagas, impulsionada pela construção de edifícios. Indústria teve +9.256 postos, com crescimento em fabricação de carne e álcool.
Outros impactos setoriais
Comércio registrou queda de 8.114 postos, influenciado pelo varejo. Agropecuária recuou 8.378 vagas, devido à desmobilização do cultivo de soja. Em abril, o saldo foi mais positivo para as mulheres, com 49.857 vagas, frente a 36.031 para homens.
Distribuição geográfica
SP liderou, com 20.202 postos a mais; Rio de Janeiro, 11.741; Minas Gerais, 8.991. Alagoas teve queda de 1.505 vagas; Rio Grande do Sul, -1.396; Rio Grande do Norte, -1.396.
Salário médio e composição
O salário médio real foi de R$ 2.386,65, frente a R$ 2.369,88 em março. Houve alta anual de R$ 42,21 (1,8%). Trabalhadores típicos receberam R$ 2.429,79 (+1,8%). Não típicos tiveram R$ 2.047,86 (-14,2%).
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