O clima, a geopolítica e a energia passam a influenciar fortemente ativos, crédito e decisões do agronegócio, segundo economistas. O foco recai sobre El Niño, disponibilidade de energia e conflitos que elevam incertezas globais.
Analistas afirmam que a segurança energética já integra a segurança alimentar, com impactos diretos no custo de produção e nos preços de alimentos. O agronegócio brasileiro aparece com vantagem pela liderança em biocombustíveis.
Em 2025, o Brasil produziu mais de 37 bilhões de litros de etanol, entre cana-de-açúcar e milho, consolidando o papel estratégico do combustível para a matriz energética e o setor agrícola. A conjuntura favorece ou pressiona o tema conforme o clima.
Impacto no crédito e na inflação
O ambiente climático, aliado a tensões geopolíticas, pressiona cortes de juros e inflação. Instituições financeiras revisam projeções, com o IPCA de 2026 em alta, segundo o Pine. O cenário eleva o custo de financiamento do agronegócio e afeta investimentos.
O Banco Pine informou aumento das perspectivas de inflação e juros mais elevados, o que pode dificultar a calibração de políticas monetárias. Expectativas para 2026 já mostram volatilidade diante do risco geopolítico global.
Desdobramentos para produtores e políticas
Especialistas destacam maior pressão sobre preços de alimentos, com repasses ao consumidor caso o El Niño se intensifique. Atrasos ou custos maiores para insumos podem reduzir margens do campo.
Analistas observam ainda necessidade de renegociação de dívidas rurais e de estratégias para reduzir o endividamento do setor, diante do aumento de custos financeiros e de inadimplência em cenários de inflação elevada.
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