A Copasa divulgou nesta quinta-feira uma nova versão do aviso ao mercado sobre a privatização da companhia. O destaque é o preço mínimo de 47,23 por ação exigido pelo governo de Minas Gerais para manter a operação, segundo o documento reformulado.
A revisão ocorreu após ofertas apresentadas pelos interessados ficarem abaixo do valor esperado pelo Estado. Se o preço no bookbuilding ficar abaixo de 47,23 por papel, a oferta poderá ser cancelada, conforme o texto.
A operação envolve cerca de 171,1 milhões de ações, com potencial de movimentar ao menos 8,1 bilhões de reais. A colocação total pode chegar a 9 bilhões de reais se houver lote adicional de até 19 milhões de papéis.
O governo mineiro detém aproximadamente 50% do capital, e a privatização pode levar à perda do controle estatal, dependendo da fatia efetivamente vendida. Participam para investidor de referência Equatorial e Itaúsa, via Livorno, com participação prevista de cerca de 33%.
O novo cronograma abriu novamente o prazo para entrega de documentos entre 28 de maio e 3 de junho, com a definição do investidor de referência finalista no mesmo dia. Caso haja empate, a etapa de desempate ocorre em 5 de junho.
O período de reserva e o bookbuilding começam em 5 de junho, a precificação está prevista para 11 de junho e o anúncio de início em 12 de junho. As ações devem começar a ser negociadas na B3 em 15 de junho, com liquidação prevista para 16 de junho.
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