A emissão da Dívida Pública Federal (DPF) em abril atingiu recorde nominal de aproximadamente R$ 230 bilhões, maior nível da série histórica iniciada em 2006. O dado foi informado pelo coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias, após o Relatório Mensal da Dívida (RMD).
As LFTs, títulos atrelados à taxa Selic, responderam por 56,1% do total emitido no mês. Dias afirmou que esse grupo segue liderando as emissões também em maio, em ambiente de maior incerteza, quando há demanda por rentabilidade estável e proteção contra volatilidade.
Apesar de ampliar o prazo médio da dívida, o peso das LFTs aumenta a vulnerabilidade da estrutura. O especialista destacou que, no momento, a banda do PAf permite elevar o volume de LFTs dentro do esperado.
Emissão e limites do PAf
Pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), a participação de papéis pós-fixados deve ficar entre 46% e 50% em 2026. Em abril, a participação desses títulos subiu para 48,59%, ante 47,71% em março, mantendo oILY do mês.
O Comitê de Gestão da Dívida reuniu-se em abril para discutir o PAF. Em agosto será realizada a segunda reavaliação do plano; mudanças serão comunicadas ao mercado, conforme Dias.
Dívida e liquidez
Ao fim de abril, a DPF somava R$ 8,798 trilhões, alta de 1,91% frente a março. O colchão de liquidez ficou em R$ 1,091 trilhão, acima dos R$ 885,42 bilhões do mês anterior.
A margem representa cobertura de 8,91 meses de vencimentos futuros, frente a 5,69 meses em março, ampliando a capacidade de enfrentar amortizações.
A íntegra das informações foi divulgada pelo Valor PRO. O conteúdo descreve dados oficiais sobre a dívida pública, sem opiniões ou conclusões.
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