O PIB do Brasil deve ter avançado 1,1% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, segundo a mediana de 71 instituições. A indústria, o consumo e a agropecuária aparecem como principais destaques, mesmo com sinais de fraqueza em março.
Na relação com o mesmo trimestre de 2025, o crescimento fica em 1,8%. O avanço anual, porém, é menor que o registrado no início de 2025 (3,1%). A projeção para 2026 inteira fica em 1,9%, abaixo de 2025 (2,3%).
A agropecuária puxou o crescimento do trimestre, com alta de 2,7% ante o fim de 2025. Já a indústria registraria alta de 0,8% no período, recuperando parte da queda de 0,7% no quarto trimestre. Serviços teriam alta de 0,6%.
Fatores que sustentam a recuperação
Entre os estímulos citados, destacam-se a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a liberação do saldo do FGTS, além de continuidade da expansão da agropecuária. Ajustes sazonalizados do IBGE também influenciam a leitura.
A formação bruta de capital fixo (investimentos) deve crescer 1,7% no trimestre, com a aquisição de plataformas de petróleo impulsionando o resultado. O efeito é com maior peso na leitura agregada do PIB.
Demanda, comércio e serviços
O consumo do governo tende a permanecer estável no período, após alta de 1% no fim de 2025. O consumo das famílias avançaria 0,9% nos três primeiros meses de 2026, apoiado pela força da massa salarial, ainda que seja menor em relação ao total.
As exportações devem recuar 2,2%, enquanto as importações crescem 1,4%, impactadas pela compra da plataforma de petróleo. O resultado externo tende a contribuir negativamente para o PIB do 1º tri, pela primeira vez desde 2025.
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