O Governo de Minas Gerais revelou o preço mínimo que pretende receber pelas ações da Copasa, abrindo um segundo round de investidores estratégicos para a privatização. O valor foi fixado em R$ 47,23 por ação, 7% abaixo do fechamento de ontem (R$ 50,75) e 20% abaixo da máxima histórica de abril (R$ 60,35). A divulgação ocorreu após a primeira rodada de ofertas ficar aquém do piso.
Segundo fontes, o preço mínimo era mantido em sigilo até a liquidação da oferta, e a definição ficou a cargo do Comitê de Coordenação e Governança de Estatais, com aprovação do Governador Mateus Simões. Até hoje, nem os bancos assessores tinham acesso ao número.
A tentativa de desestatização enfrentou recuos de propostas da Equatorial Energia e de um grupo formado pela Aegea, GIC, Itaúsa e Equipav. O valor das propostas não foi divulgado, mas ficou próximo do piso desejado, segundo apuração do Brazil Journal.
Pelo formato, o Governo poderia ter seguido com a venda pulverizada caso as ofertas fossem inferiores ao mínimo, sem âncora estratégica. Contudo, a ausência de um sócio estratégico dificultaria a transição da Copasa, com necessidade de capex multibilionário nos próximos anos.
O preço mínimo secreto visa evitar desvalorizações bruscas no mercado, assegurando participação de referência. O investidor de referência da Copasa deverá adquirir 30% da empresa, com lock-up de 100% por quatro anos e de 50% até 2033.
Os bancos coordenadores da oferta são BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America, Citigroup e UBS BB. A privatização envolve etapas regulatórias e jurídicas, com acompanhamento público e monitoramento de órgãos de controle.
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