A produção de erva-mate orgânica no Sul do Brasil passou a exigir planejamento agrícola de longo prazo, rastreabilidade e controle técnico para atender à demanda por bebidas certificadas. No Paraná, a cadeia principal do setor leva até seis anos entre o desenvolvimento das mudas e a maturação da planta utilizada na fabricação de mate.
A rede MegaMatte, reconhecida pela oferta de bebidas com base de mate orgânico, tem ampliado a profissionalização da cadeia. A matéria-prima vem principalmente da região de Ivaí, no Centro-Sul do Paraná, com a Viva Mate mantendo uma estrutura verticalizada desde o viveiro até o processamento.
O processo envolve monitoramento de solo, manejo biológico e acompanhamento técnico permanente. A colheita é manual, com seleção das folhas para preservar a qualidade. Após a colheita, há secagem controlada e torração no caso do mate tostado, além de armazenamento em ambiente com controle de temperatura e umidade.
Certificação internacional e rastreabilidade
A produção orgânica passa por auditorias da certificadora ECOCERT e por entidades credenciadas no SisOrg, ligado ao Ministério da Agricultura. As inspeções garantem rastreabilidade desde o campo até o envase.
As verificações abrangem a cadeia de produção, incluindo o envase, assegurando lotes rastreáveis. Além do chá-mate tradicional, a rede também comercializa extratos líquidos e secos concentrados para padronizar bebidas.
Desempenho de mercado
Segundo a MegaMatte, o mate orgânico já corresponde a 15,2% do faturamento da rede e supera 16% no verão. Em 2025, a venda total ultrapassou a marca de 1 milhão de copos de 500 ml.
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