A inadimplência no agronegócio brasileiro chegou a 8,3% da população rural no terceiro trimestre de 2025, segundo levantamento da Serasa Experian. O dado indica alta ante o mesmo período de 2024, mas mostra desaceleração em relação ao trimestre anterior, sugerindo estabilização em patamar elevado.
A maior parte das dívidas está atrelada ao sistema financeiro: 7,3% dos produtores inadimplentes têm débitos com bancos, enquanto apenas 0,3% possuem dívidas com credores do próprio setor agro. As dívidas médias chegam a R$ 100,5 mil no sistema financeiro e a R$ 130,3 mil entre credores do agronegócio.
Desenrola Brasil, programa de renegociação, oferece descontos e prazos mais longos, trazendo alívio para produtores, mas não implica perdão de débitos. Em alguns casos, pode haver mudança nas condições, impactando juros e o custo final do crédito rural.
Contexto e dados por faixa etária
A inadimplência apresenta variação geracional: produtores entre 30 e 39 anos lideram o índice, com 12,7%. Já produtores com mais de 80 anos apresentam as menores taxas de inadimplência, apontando diferenças de comportamento financeiro entre faixas etárias.
A visão de especialistas diverge entre estabilização e necessidade de ajustes. O advogado Filipe Denki aponta que a inadimplência no agro tende a crescer se não houver mudanças estruturais no modelo de crédito.
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