A abertura da Cannabis Fair e do Congresso Brasileiro da Cannabis reuniu milhares de pessoas na última semana, em São Paulo. O encontro revelou como o setor avança no Brasil, com foco em saúde pública, indústria e desenvolvimento econômico. A participação de figuras políticas reforçou o viés institucional do cannabusiness.
O evento contou com 5 mil participantes, muitos em busca de parcerias e informações regulatórias. Exposição limitada a cerca de 4 mil m² mostrou a dimensão ainda modesta do mercado, apesar do interesse de marcas nacionais. A organização busca ampliar a presença de empresas e pesquisas.
Embrapa em evidência
Pelo menos 1 estande foi ocupado pela Embrapa, que também integrou o time de curadores do Congresso. Pesquisadoras visitaram delegações técnicas da Argentina e planejam viagem ao Canadá para intercâmbio científico. A participação sinaliza maior institucionalização da indústria.
Outro destaque foi a aproximação entre ciência e regulamentação. Estandes do CFMV, CRMV e CFQ surgiram pela primeira vez, indicando maior envolvimento técnico na discussão sobre cannabis. O movimento sugere avanço da atuação de conselhos profissionais no tema.
Avanços e novidades da indústria
Lançamentos chamaram atenção por focarem usos específicos, como formulações para saúde feminina. O Formulation Femme, por exemplo, integra canabinoides, adaptógenos e pesquisa médica em formato gummy, voltado para cólicas menstruais. Há expectativa de expansão de mercados medicinais.
Demais empresas migraram da importação para RDC 1015, buscando normas mais estáveis no Brasil. Médicos, farmacêuticas e pacientes pressionam por formação qualificada e pelo reconhecimento do sistema endocanabinoide. Startups de IA e suporte clínico entram na pauta para ampliar prescrição médica.
Perspectivas do setor
Mesmo com o crescimento, o setor ainda enfrenta gargalos, como capacitação médica e diversidade de projetos de cultivo. Algumas marcas circulavam sem participação oficial, evidenciando a importância de presença constante nas grandes discussões setoriais. A maturidade do mercado brasileira segue em construção.
Em meio ao debate, investidores e pesquisadores destacaram a necessidade de inovação com responsabilidade. A busca por regulamentação clara, padrões de qualidade e parcerias público-privadas é apontada como caminho para consolidar o cannabusiness no Brasil.
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