O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, ante o quartil anterior, segundo dados oficiais. O resultado ficou acima da mediana de 1,0% projetada por analistas consultados pela Bloomberg. Em relação ao mesmo período de 2025, a expansão foi de 1,8%.
A agroindústria e a mineração contribuíram de forma significativa para o desempenho, compensando a persistência de juros elevados, próximos de 15%. O consumo doméstico também recebeu impulso de medidas governamentais.
O governo federal tem ampliado programas de assistência social e de estímulo à economia, com foco em amortecer impactos da guerra com o Irã sobre energia. Esse pacote visa sustentar a atividade antes da eleição de outubro.
Os estímulos incluem renegociação de dívidas, redução de impostos sobre combustíveis e subsídios para famílias de baixa renda. Economistas estimam que tais medidas podem acrescentar mais de 1 ponto percentual ao PIB neste ano.
A combinação de estímulo e desempenho setorial elevou a confiança de agentes econômicos, mas elevou déficits e pressionou a inflação. A atuação de política monetária segue desafiada pela elevação de custos de energia e alimentos.
Os analistas ressaltam que o ambiente fiscal e o cenário global continuam a influenciar o ritmo da recuperação. As autoridades avaliam se é viável manter o afrouxamento financeiro sem comprometer a inflação.
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