O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 6,3 pontos em maio, para 110,9 pontos, encerrando dois meses consecutivos de alta. Ainda assim, a leitura de médio prazo aponta aumento da incerteza, com a média móvel trimestral em 114,4 pontos.
A principal contribuição para a queda veio do componente Mídia, que mede a frequência de notícias sobre incerteza econômica. O cessar-fogo temporário entre Irã, Estados Unidos e Israel ajudou a reduzir parte das tensões que pressionavam o índice nos meses anteriores.
Trégua no Oriente Médio ajuda a reduzir incertezas
Segundo a economista Anna Carolina Gouveia, do FGV/Ibre, o recuo do índice em maio ficou impulsionado pela diminuição das notícias de instabilidade relacionadas ao conflito, refletindo no componente de Mídia.
Expectativas para inflação continuam pressionadas
Ainda que a incerteza na mídia tenha recuado, o item Expectativas subiu 4,9 pontos, para 110,8 pontos. O indicador registra a dispersão das projeções para variáveis macro, com maior atividade para inflação.
Fatores domésticos e cenário fiscal no radar
A FGV aponta que incertezas fiscais nacionais e os desdobramentos de investigações envolvendo o Banco Master mantêm-se no radar do mercado. O instituto ressalta que o indicador deve permanecer sensível à volatilidade externa e a choques internacionais.
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