O texto analisa como a política econômica de Donald Trump pode prejudicar suas pretensões eleitorais. O foco é o impacto da inflação causada por medidas de sua gestão, tarifas e ações no Oriente Médio, e como isso pesa no humor do eleitorado para as eleições de meio de mandato.
A reportagem destaca uma sequência de ações de Trump: o endosso a Ken Paxton na primária do Partido Republicano no Texas, apoio que pode complicar a reeleição do senador John Cornyn e abrir espaço para o democrata James Talarico em novembro. O momento é anterior às urnas.
A avaliação de aprovação de Trump em lidar com o custo de vida aparece muito abaixo do desempenho com a economia e da oposição à guerra no Irã, segundo uma pesquisa NYT/Siena de maio. O índice de confiança no tema é negativo por larga margem.
A trajetória de inflação é descrita como uma estratégia de governo: tarifas recíprocas, alterações tarifárias e ajustes conforme decisões judiciais. Um estudo do Yale Budget Lab aponta alta de preços de bens duráveis entre 3,8% em 13 meses até jan/2026.
O texto aponta que importadores fizeram estoque em 2024-2025 ante as tarifas, mascarando parte do impacto. Mesmo com tarifas, margens comprimidas esconderam parte da alta de custos para consumidores.
A reportagem cita a campanha de deportação em andamento, que pode reduzir mão de obra em setores como alimentos, construção e saúde. A expectativa é de pressão salarial e, consequentemente, maior pressão de preços no curto prazo.
Outro ponto relevante é a retirada de subsídios ampliados para seguro de saúde regulado pela ACA no ano passado. Prêmios aumentaram em média 58%, com dedutíveis subindo 37%, chegando a US$ 3.706. Até 6 milhões de americanos podem perder a cobertura.
No front de energia, a política de desregulamentação associada à IA é citada como fator indireto de elevação de consumo de energia. Além disso, projetos de energia eólica podem ter sido impactados, elevando custos para famílias. Em abril, preços de energia doméstica estavam 6,4% superiores ao ano anterior.
A guerra com o Irã é apontada como impulsionadora de altas no petróleo, com o preço da gasolina em média acima de US$ 4,50 por galão e inflação de varejo em 3,8% nos 12 meses até abril, a maior taxa em dois anos.
Estimativas da Dallas Fed indicam que o aumento do petróleo pode acrescentar de 0,2 a 1,8 ponto percentual à inflação anual até o fim do ano, dependendo da situação no estreito de Hormuz. A incerteza sobre o desfecho amplifica o efeito.
As atitudes do público diante da inflação são analisadas sob foco em itens do dia a dia, como ovos e combustível, em vez de índices como CPI ou PCE. A maioria acha que o peso é injusto, mesmo com ganhos salariais estáveis.
Estudos sobre eleições indicam que a inflação influencia o voto, especialmente entre quem sente o peso do aumento de preços. Pesquisas sugerem que o eleitorado tende a punir quem está no poder em contextos de alta inflacionária.
Há ainda a observação de que mudanças de percepção sobre inflação podem afetar a votação de 2024 e de 2022, com variações regionais e relativas ao comportamento do preço de base em cada eleição. O resultado eleitoral de Trump depende de como a inflação se desenrolar.
A peça conclui levantando uma hipótese: Trump pode não estar buscando reduzir a inflação de forma eficaz, e sua estratégia de pressionar a Fed por cortes pode ser prejudicial caso não haja redução consistente dos preços.
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