A Receita Federal encerrou na sexta-feira (29.mai.2026) o prazo de entrega da declaração do IRPF 2026. Ao todo, foram recebidas 44,5 milhões de declarações, acima da meta de 44 milhões prevista pelo Fisco. No mesmo dia, o órgão anunciou o pagamento do 1º lote de restituições, totalizando R$ 16 bilhões para cerca de 8,7 milhões de pessoas.
O uso do modelo pré-preenchido atingiu 59,8% dos declarantes, ante 50,3% em 2025. O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que o avanço aproxima o país da meta de 100% de declarações pré-preenchidas, com o contribuinte apenas conferindo os dados preenchidos pela Receita.
Malha fina
A taxa de declarações retidas na malha fina subiu para 4,97% em 2026, ante 4,68% em 2025. A Receita estima que ao menos 2 milhões de pagadores caiam na malha no ano, dentro do esperado. O supervisor do IRPF, José Carlos Fonseca, aponta a transição para o eSocial como principal motivo.
Algumas empresas teriam classificado verbas de forma incorreta no envio de dados para o ano-calendário 2025, gerando divergências ainda não corrigidas. Quem enviou dados corretos, porém retido por falhas da empresa, deve aguardar: a declaração será reanalisada automática quando houver retificação.
Calendário e multas
O sistema retorna ao funcionamento em 1º.jun.2026, com cobrança de multa para declarações entregues fora do prazo. A multa mínima é de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Quem entregou dentro do prazo pode receber no 2º lote, marcado para 30.junho.
O objetivo da Receita é pagar pelo menos 80% dos declarantes nos dois primeiros lotes. Em 2026, o cronograma prevê quatro lotes de pagamento, encerrando em 31 de agosto. Fonseca informou que 4,5 milhões de cidadãos que não eram obrigados a declarar em 2024 serão beneficiados com restituição via cashback.
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