A Anbima divulgou, nesta segunda-feira (1º), a 10ª edição do levantamento Finfluence, que monitora 904 influenciadores de finanças. A pesquisa, feita em parceria com o Ibpad, avalia critérios quantitativos e qualitativos, incluindo vínculos com jogos de azar. O estudo publica dois rankings: certificados pela Anbima e pelo CFP, além de um ranking geral de criadores.
Os resultados apontam Bruno Perini, do Você Mais Rico, Charles Mendlowicz, o Economista Sincero, e Ricardo Amorim como os principais influenciadores no ranking geral. Entre certificados da Anbima, Tiago Reis e Felipe Tadewald aparecem em primeira e segunda posições, seguidos por Roberto Guedes.
Além disso, o ranking da Planejar tem Renato Breia na liderança, seguido por Ramiro Gomes Ferreira e Daniel Carraretto. A lista englobou 904 perfis analisados com base em perfis no Instagram, Facebook, YouTube e X (antigo Twitter).
Metodologia e critérios
A análise considerou popularidade, engajamento, frequência de postagens, domínio dos temas e capacidade de conectar mercado, público e outros influenciadores. No aspecto qualitativo, reputação e adesão às boas práticas também foram avaliadas.
Três influenciadores foram removidos por disseminarem comentários misóginos entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2025. A intenção é ampliar transparência sobre quem produz conteúdo financeiro com qualificação formal, segundo a Anbima.
Questões de regulação e credenciais
A divulgação ocorre num momento de debate regulatório sobre redes sociais. Parlamentares discutem propostas para restringir conteúdos de áreas técnicas sem credenciais, e a CVM analisa formas de incluir finfluencers no guarda‑chuva regulatório, ainda que hoje eles fiquem de fora.
Professores e especialistas destacam que a certificação representa autorregulação do mercado, mas não garante ética ou qualidade. Em entrevista, uma pesquisadora reforçou a necessidade de critérios rigorosos e vigilância sobre promessas de ganhos rápidos.
Observações sobre educação financeira
Apesar da visibilidade dos finfluencers, há cautela sobre o impacto desses conteúdos na educação financeira. Educadores ressaltam que a linguagem acessível facilita o aprendizado, mas a audiência deve checar credenciais e evitar promessas milagrosas.
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