O dólar abriu junho em queda, cotado perto de R$ 5,03 no início da sessão, após ter subido em maio. O dia é marcado por revisões de inflação, alta no petróleo e o efeito de decisão dos EUA sobre grupos criminosos no Brasil.
Em maio, a moeda americana recuou em abril, mas subiu 1,8% no mês seguinte. O movimento ganhou força após divulgação de áudio envolvendo Flávio Bolsonaro, o que mexeu com o cenário político e de expectativas de mercado.
O petróleo volta a subir no exterior, apoiado pela tensão geopolítica no Oriente Médio. O contrato de agosto na ICE subia, com preço acima de US$ 93 por barril na manhã de hoje, ampliando pressões inflacionárias globais.
Mercado internacional e operações militares
Os Estados Unidos disseram ter agido em defesa própria em ataques recentes a instalações no Irã, conforme o Comando Central. Paralelamente, Israel manteve ações militares contra áreas ao sul de Beirute, aumentando a percepção de volatilidade.
Desempenho da bolsa brasileira e inflação
O Ibovespa registrou queda em maio, com retirada de capitais estrangeiros e lucros realizados. A volatilidade no petróleo elevou riscos de inflação mundial e manteve a cautela sobre juros globais.
No Brasil, o mercado revisou para cima a expectativa de inflação oficial. O Focus indicou IPCA em 5,09% para este ano, acima do teto da meta, pressionando ativos locais.
Medidas e impactos econômicos
A decisão dos EUA de classificar facções criminosas brasileiras como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) entra em vigor em 5 de junho. O mercado teme custos adicionais para operações bancárias e exportações, com possíveis efeitos sobre custo de crédito e comércio.
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