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Famílias de baixa renda passam a ter acesso facilitado à casa própria

Carta de Crédito Imobiliário reduz a entrada de famílias de baixa renda no Casa Paulista, com subsídio de até R$ 16 mil, ampliando o acesso a moradias

Foto: Divulgação/CDHU
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O Governo de São Paulo ampliou o acesso à casa própria para famílias de baixa renda por meio da Carta de Crédito Imobiliário (CCI), parte do programa Casa Paulista. A iniciativa reduz o peso da entrada no financiamento imobiliário, facilitando a contratação na prática.

A CCI concede subsídio a fundo perdido para renda entre um e três salários mínimos, com valores que podem chegar a até R$ 16 mil por imóvel. Municípios podem ampliar esse valor, conforme acordo com as prefeituras.

Até agora, a CCI respondeu por 58% das moradias entregues pelo Casa Paulista desde 2023, correspondendo a 58% das unidades em produção. Ao todo, 66,2 mil das 113,1 mil casas em construção utilizam o benefício.

O que é a Carta de Crédito Imobiliário

O programa atende imóveis de Habitação de Interesse Social com pelo menos dois quartos e área mínima de 39 m². O subsídio é incorporado à compra, reduzindo o valor da entrada exigida.

Empreendimentos privados aprovados pela SDUH integram o portfólio acessível. O benefício exige renda familiar de até três salários mínimos e não permite imóveis em nomes dos membros da família, nem financiamento ativo ou uso prévio de outro programa.

Impactos e dados recentes

Em 2025, a renda média mensal das famílias beneficiadas foi de R$ 2,8 mil, 1,87 salário mínimo. Compradores sem o Casa Paulista tinham renda média de R$ 5,2 mil (3,44 salários). O governo aponta maior alcance do mercado privado a esses negócios.

Desde 2023, a CCI soma investimentos estaduais de R$ 1,2 bilhão, avanço de 89% frente o total anterior do programa, criado em 2012. Além disso, a CDHU amplia a produção direta de moradias para reduzir o déficit.

Panorama do déficit habitacional

O déficit paulista é estimado em cerca de 1 milhão de unidades. Um convênio com a Fundação Seade deve atualizar o diagnóstico até 2028, com os primeiros resultados já esperados ainda neste ano.

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