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Sindona, inspirada na Brookfield, foca projetos imobiliários complexos

Sindona muda foco para ativos urbanos complexos e busca tornar-se hub do mercado, com fundo de desenvolvimento e parcerias estratégicas

Bruno Sindona, CEO da Sindona
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Em entrevista à Bloomberg Línea, Bruno Sindona confirmou a mudança estratégica da Sindona Desenvolvimento, que passa a atuar como desenvolvedora de ativos urbanos complexos e pretende se tornar um hub no mercado imobiliário brasileiro. A operação envolve aquisição, desenvolvimento de inteligência de projeto e parceria para execução, sem atuação direta na obra. A virada ocorre após mais de uma década de atuação focada em terrenos problemáticos.

A reestruturação, iniciada em 2025, cria dois braços: a Sindona Desenvolvimento, voltada a ativos complexos com impacto urbano, e a nova empresa Sim, voltada ao Minha Casa Minha Vida e à classe C. A meta é consolidar a empresa até o fim de 2026, com foco em projetos que exijam capital e know-how para destravar valor.

A Sindona já sinaliza uma carteira de seis projetos. Entre eles, está um terreno de 480 hectares na zona leste de São Paulo destinado a um data center, situado entre o centro da capital e Praia Grande, para cabos submarinos. O complexo poderia gerar 1 gigawatt de capacidade, em comparação aos cerca de 50 megawatts da maioria dos data centers locais.

Além disso, a empresa trabalha no retrofit de um edifício corporativo na zona oeste para 608 unidades residenciais estudantis, bem como dois retrofit de uso comercial para residencial em SP e outro em Campinas. Há ainda um empreendimento de uso misto em Osasco. Em todos os casos, a Sindona não executa as obras, mas adquire o ativo, desenvolve a inteligência do projeto e envolve parceiros especializados para a construção.

Novo modelo de negócio

O modelo proposto prevê uma operação mais leve, com aquisição do ativo, desenvolvimento de estratégias e parceira para execução, em vez de verticalização completa. O objetivo é enfrentar o atual cenário do setor, marcado pela escassez de mão de obra, inflação de materiais e juros altos.

A empresa pondera desinvestir ativos que não se encaixem no novo desenho até o fim deste ano, buscando reposicionamento total. Segundo Sindona, a ideia é expandir o uso de capital e inteligência para destravar ativos subvalorizados e contribuir para o desenvolvimento urbano.

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