O Grupo All Cross afirma que o teto de reajuste de planos de saúde não beneficia a maioria dos usuários. O índice máximo de 5,11% foi anunciado pela ANS, sendo o menor aumento desde 2000.
Segundo a empresa, 85,5% dos clientes, ou cerca de 45,2 milhões, estão em contratos coletivos. Nessas modalidades, não há teto de reajuste imposto pela ANS.
Apenas 14,5% dos beneficiários, equivalentes a 7,7 milhões de pessoas, estão vinculadas a contratos individuais ou familiares. Para esses contratos, o teto vale, mas pode haver variações.
Para 2026, a All Cross aponta que o teto segue abaixo da média histórica de reajustes de planos individuais. A redução é vista como contínua desde o pico de 15,50% em 2022.
A empresa destaca ainda que contratos coletivos costumam ter reajustes determinados por cláusulas contratuais, não pelo teto oficial. Muita gente descobre isso apenas quando recebe o boleto reajustado.
Dados da ANS indicam que planos PME com até 29 beneficiários tiveram reajuste médio de 13,5% neste ano até o momento. O segmento representa parte relevante do mercado analisado pela empresa.
Em relação ao setor, a saúde suplementar registrou receita de R$ 391,6 bilhões e lucro líquido de R$ 24,4 bilhões em 2025, maior equilíbrio histórico. Em março de 2026, o mercado contou 53 milhões de contratos ativos.
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