O que se sabe até agora é que os Estados Unidos investigam comercialmente o Brasil e avaliam medidas que poderiam incluir sobretaxa. A notícia em pauta indica que, por ora, não há decisão final e as negociações devem avançar em junho e julho. O Brasil acompanha o processo com cautela.
O economista Marcelo Bassani foi ouvido pelo Link News para explicar o cenário. Ele aponta que a decisão dos EUA reflete uma posição mais pró-mercado do país, mas lembra o papel social do Pix, criado na pandemia para assistência a quem estava vulnerável. O especialista ressalta que o sistema continua ativo e relevante para o mercado.
Para Bassani, o impacto de uma eventual tarifa de 25% tende a ser moderado, não devendo afastar investidores no curto prazo. Ele compara com o efeito de tarifas anteriores e afirma que o Brasil pode contar com uma demanda interna e externa para absorver parte das mudanças.
Caso a medida seja efetivada, setores como aviação e pecuária bovina aparecem como potenciais exceções, ou seja, ficariam de fora. Em contrapartida, pescados e o setor madeireiro seriam os mais afetados pela tarifação. A perspectiva é de adaptação gradual no médio prazo.
Setores mais sensíveis e desdobramentos
O cenário aponta que pescados e madeira podem sentir maior pressão competitiva diante de tarifas, exigindo ajustes de preço e cadeias de suprimento. A aviação, por sua vez, pode manter posição estável caso não haja mudança regulatória relevante.
Maurício ressalta que outras indústrias devem ocupar espaço perdido, caso as tarifas entrem em vigor. Segundo especialistas, há espaço no mercado global para absorver parte da produção brasileira, mantendo fluxo de exportações.
A expectativa é de que diplomatas brasileiros utilizem a experiência histórica de cooperação com Washington para encontrar caminhos de consenso. A negociação é vista como um processo amplo, com possíveis concessões e salvaguardas setoriais.
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