Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

ETF exige esforço de marketing dos gestores, afirma sócio da Galapagos

ETFs, com taxas baixas, crescem acima de R$ 120 bilhões no Brasil e exigem marketing ativo dos gestores por não pagarem rebate

Foto: Pavel Ignatov/Shutterstock
0:00
Carregando...
0:00

Os ETFs apresentam taxas muito baixas e são considerados produtos democráticos, segundo Bruno Stein, sócio e diretor executivo de ETFs da Galapagos Capital. Por serem baratos, eles não fornecem rebate aos distribuidores, o que ele aponta como um elemento que exige maior esforço de marketing por parte dos gestores.

Stein destacou que os ETFs são produtos comprados, não vendidos, e que a divulgação precisa ficar por conta do gestor. Ele ressaltou que plataformas e bancos costumam ter pouco interesse em promover produtos com custos baixos, como o ETF de renda fixa que pode cobrar cerca de 0,15% ao ano, em comparação com taxas de referencia de outros ativos.

A palestra ocorreu durante o Fin4She Summit 2026, realizada na tarde da segunda-feira, em São Paulo. O executivo também observou que o mercado brasileiro vive, hoje, uma fase positiva para os ETFs, com atuação crescente em tributação, transparência e diversificação.

Stein avaliou que o avanço do setor tem sido impulsionado pela entrada de ETFs ligados à renda fixa. Segundo ele, a demanda tende a anteceder a oferta, como ocorreu historicamente em outros mercados para o que os investidores desejam.

Apesar de o ETF existir há cerca de duas décadas, o Brasil tem assistido a uma expansão mais recente dessa modalidade de investimento, com ganhos relevantes na captação. A referência é o mercado americano, que ainda é muito maior, mas não garante que o mesmo ritmo se repita por aqui.

Outro ponto destacado pelo executivo é a evolução dos modelos de remuneração no setor, com a popularização de estruturas baseadas em taxas fixas para serviços financeiros. Stein também citou que o movimento pode abrir caminho para novas estratégias no mercado local.

Os próximos passos para o ETF brasileiro devem incluir a avaliação de estratégias ainda em desenvolvimento, como ETFs alavancados, ativos específicos e operações de venda coberta, atualmente em discussão para o país.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais