A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o Pix após críticas do governo dos Estados Unidos. A entidade disse que as conclusões do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) foram baseadas em informações incompletas sobre o objetivo e o funcionamento da plataforma.
A notícia acompanha uma investigação comercial dos EUA que aponta o Pix como fator que pode dificultar a atuação de empresas americanas no mercado brasileiro. A Febraban afirmou que o sistema não tem fins comerciais e serve para ampliar a concorrência no sistema de pagamentos.
Sistema aberto
A federação negou que o Pix seja discriminatório. Segundo a Febraban, não existem barreiras para novos participantes, independentemente do porte ou segmento. A única exigência é operar no mercado nacional, pois o sistema transaciona em reais.
A entidade afirmou que o Pix funciona como plataforma aberta, disponível a residentes no Brasil, sejam pessoas físicas ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras. Transferências entre pessoas físicas são gratuitas; para empresas, podem existir cobranças, sem distinção entre locais.
Impacto econômico
A Febraban também ressaltou que o Pix tem contribuído para inclusão financeira ao reduzir custos e ampliar o acesso aos pagamentos digitais. O sistema traz ganhos de eficiência para empresas em operações de baixo valor.
A defesa ocorre em meio a cobranças de que o Pix facilitaria vantagens para instituições brasileiras. A discussão ocorre ainda diante da proposta de tarifa adicional de 25% sobre exportações brasileiras, anunciada pelo governo dos EUA.
A Febraban espera que contribuições do Banco Central, de bancos brasileiros e de bancos americanos ajudem a esclarecer as questões levantadas pelo USTR durante a consulta pública. (Agência Brasil)
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