O Escritório de Comércio dos EUA (USTR) propôs tarifas punitivas de 25% sobre uma lista de produtos brasileiros, em resposta a alegadas práticas desleais no comércio. A medida ainda depende de avaliação.
Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, a proposta impactaria cerca de 21% do que o Brasil vende ao exterior. O prazo para respostas dos EUA vai até 15 de julho.
Os setores mais atingados, caso a tarifa entre em vigor, seriam máquinas e equipamentos, plásticos, madeira, papel cartão, calçados, ferro fundido, além de peixes e crustáceos. A proposta envolve desde o comércio digital até desmatamento ilegal.
Em Brasília, Rosa informou que o Pix não está na mesa de negociação com os EUA. Ele destacou que o uso de Pix não configura concorrência desleal segundo o governo brasileiro.
O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a recomendação de tarifas, chamando-a de descabida. Ele afirmou que o Brasil busca o diálogo como caminho para evitar medidas protecionistas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou o tema, mencionando pressões políticas internas. O governo cita a necessidade de manter a relação comercial estável e aberta a negociações com Washington.
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