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Baixa poupança e alto endividamento freiam crescimento econômico do Brasil

Baixa poupança e endividamento elevam riscos ao crescimento do Brasil; educação financeira e reformas estruturais, como Previdência, são apontadas como saídas

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O Brasil mantém uma taxa de poupança menor que o PIB, ainda mais quando comparado a economias que cresceram rapidamente, como China, Japão e Coreia do Sul. O resultado é menor volume de recursos para investir em infraestrutura, máquinas e fábricas, freando o crescimento.

Além disso, o endividamento das famílias permanece elevado. O economista Luciano Nakabashi aponta fatores estruturais que ajudam a explicar o quadro, entre eles o modelo previdenciário de repartição e benefícios como FGTS e seguro-desemprego, que reduzem o ingresso da poupança individual.

O professor ressalta ainda o peso do gasto público. Mesmo com aumento da carga tributária, o governo tende a gastar mais do que arrecada, contribuindo para déficits e para a menor poupança nacional.

Propostas e Perspectivas

Nakabashi defende ampliar a educação financeira nas escolas e incentivar a cultura de investimentos. Entre as medidas sugeridas estão reformas estruturais na Previdência, revisões de privilégios e uma transição gradual para um sistema de capitalização, com controle mais rígido dos gastos governamentais.

A ideia é elevar a taxa de poupança e, assim, estimular o crescimento econômico. O colunista também recomenda maior foco no planejamento fiscal e na eficiência do gasto público para reduzir déficits e criar espaço para investimentos produtivos.

Sobre o programa

A coluna Reflexão Econômica, com o professor Nakabashi, vai ao ar quinzenalmente, todas as quartas, às 9h, na Rádio USP. O conteúdo também é divulgado no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.

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