O governo dos EUA propôs nesta terça-feira a aplicação de tarifas adicionais sobre importações de 60 países, incluindo o Brasil, após concluir que as falhas no combate ao trabalho forçado tornam as práticas comerciais desleais. As tarifas variariam entre 10% e 12,5%.
A decisão é fruto de uma avaliação sob a Seção 301, que investiga práticas comerciais consideradas injustas. O anúncio ocorre em meio a esforços do governo de restabelecer tarifas de emergência, suspensas por decisão da Suprema Corte em fevereiro.
Entre os países citados, estão Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, El Salvador, Guatemala, Malásia, Taiwan e Reino Unido. O Brasil receberia tarifa de 12,5%.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse que não é aceitável que parceiros comerciais não atuem contra produtos fabricados com trabalho forçado, acusando concorrência desleal que afeta trabalhadores norte-americanos.
Ainda segundo o USTR, há possibilidade de um mecanismo específico para o setor têxtil, com entrada de volumes limitados de vestuário e têxteis a uma alíquota reduzida. Os detalhes de valores e volumes não foram divulgados.
Para o Brasil, a agência também abriu caminho para outras medidas, em paralelo a uma investigação de Seção 301 sobre práticas de comércio digital e tarifas preferenciais. Outras conclusões sobre excesso de capacidade industrial em 16 parceiros, incluindo a China, devem sair em breve.
O USTR abriu espaço para comentários públicos até 6 de julho e marcou audiência para 7 de julho. A medida permanece sujeita a alterações conforme o andamento do processo e eventuais recursos.
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