O Ibovespa recuou 2,22% e fechou em 170 mil pontos, menor nível desde 20 de janeiro, após o governo dos EUA anunciar tarifas adicionais de até 12,5% sobre o Brasil, a UE e outros 58 países. O giro financeiro ficou em R$ 20,8 bilhões, acima da média.
A aposta por pausa no ciclo de cortes da Selic ganhou força entre investidores e economistas de grandes instituições. A aplicação de tarifas elevadas elevou a incerteza global e pressionou ativos ligados ao setor de siderurgia, peso no pregão de hoje.
O dólar abriu em alta, avançando 1,15% para R$ 5,07, com ganho semanal de 0,5% e queda de 7,7% no ano no câmbio local. Entre traders, cresce a percepção de que as discussões sobre cortes da Selic perderam tração diante do ambiente externo.
Analistas destacam que o cenário aponta para uma possível pausa no ciclo de queda de juros. O BTG Pactual elevou a projeção da Selic terminal para 14,25% em 2026 e 12,50% em 2027, citando sinalizações recentes do Banco Central.
A XP Investimentos e o Barclays revisaram para cima as expectativas da Selic. Em meio a esse cenário, a avaliação é de que lucros de empresas dependentes da economia doméstica devem ser afetados pela política de juros mais alta por mais tempo.
No aspecto técnico, o Ibovespa perde sustentação em suportes próximos a 170 mil pontos. Especialistas veem risco de continuidade da pressão se o índice romper esse nível com volume no curto prazo, abrindo espaço para 165 mil e 154.055 pontos.
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