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Soberania não resolve tarifaço contra o Brasil, diz ex-diretor da OMC

Azevêdo: soberania não resolve tarifas; Brasil tem pouco mais de um mês para propor itens que interessem aos EUA e reverter tarifas de 25%

Roberto Azevêdo: “Eles querem tarifas para a reindustrialização dos EUA — Foto: Ana Paula Paiva/Valor
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O governo brasileiro tem pouco mais de um mês para negociar com os EUA a possível reversão das tarifas de 25% anunciadas na terça-feira, 2 de julho. Segundo análises, não basta reforçar a noção de soberania; é preciso apresentar propostas que valorizem a economia americana para avançar no diálogo.

Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, afirmou que o tom de confronto não basta. Azevêdo aponta que o que pode influenciar a decisão é a percepção de ganhos concretos para a reindustrialização dos EUA por meio de acordos e propostas técnicas.

O prazo estabelecido é 15 de julho. Azevêdo enfatiza a necessidade de propostas que façam sentido para o governo de Donald Trump, incluindo benefícios tangíveis para setores relevantes dos EUA. A cobrança é por medidas que expliquem ganhos mútuos e não apenas retóricas.

Propostas para reverter tarifas

  • Azevêdo defende que o Brasil apresente itens específicos de interesse americano.
  • O foco deve ser na competitividade de produtos brasileiros relevantes para o mercado dos EUA.
  • A negociação passa pela avaliação de impactos setoriais, custos logísticos e eventuais exceções.

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