O tarifaço de Donald Trump, anunciado recentemente, deve ter efeito econômico limitado sobre a economia brasileira, segundo especialistas. A reação é maior no âmbito político, com foco em Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, que enfrenta cobranças de responsabilidade pela piora prevista.
Dados da indústria apontam que o setor de máquinas e equipamentos, fortemente afetado, não entra na lista de exceções e deverá sentir impactos diretos. Economistas ressaltam que a economia global tende a absorver parte do choque, elevando custos para produtores nacionais.
Em 2025, as exportações brasileiras de máquinas para os EUA recuaram 9,1%, mesmo com tarifas elevadas. Entretanto, as vendas externas totais do Brasil cresceram 5%, puxadas por destinos como Chile, Peru, Argentina e Cingapura. A indústria de transformação teve alta de 3,8%.
Flávio Bolsonaro afirmou ter enviado uma carta a Trump solicitando reversão da medida, sem responsabilidade pela decisão. A divulgação ocorreu no mesmo dia em que Trump publicou foto com o pré-candidato, alimentando a percepção de associação entre ambos.
Especialistas veem o impacto para a economia como pequeno, mas reconhecem que o custo político para Flávio Bolsonaro tende a ser significativo. A depender do desenrolar, a repercussão na campanha pode favorecer adversários e influenciar a disputa eleitoral.
A projeção de longo prazo aponta para uma recuperação gradual de setores exportadores, com realocação de mercados e ajustes de cadeia produtiva. Analistas indicam que o efeito setorial deve se manter contido, ainda que persistente para determinados elos da indústria.
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