A Copasa anunciou que a Equatorial Energia foi definida como acionista de referência em sua privatização, com a perspectiva de injetar até 7,9 bilhões de reais. A proposta prevê 49,03 reais por ação, acima do mínimo de 47,23 reais determinado pelo governo de Minas Gerais. O acordo depende do resultado do processo de bookbuilding.
A operação envolve a transferência de participação da Copasa para o setor privado, com a Equatorial assumindo a posição de investidor principal. A Aegea Saneamento e seus sócios não apresentaram proposta para a empresa mineira, mantendo a Equatorial como única concorrente na fase inicial.
Detalhes da proposta e cronograma
A oferta contempla 5,6 bilhões de reais pelo mínimo de 30% de controle imediato; o restante pode elevar o investimento para até 7,9 bilhões, caso haja alocação adicional de 12,6% do capital. O preço final será definido ao longo do livro de ordens, com decisão prevista para 11 de junho e início de negociação em 15 de junho.
A parceria depende de aprovação regulatória e do cumprimento de condições, incluindo um acordo de lock-up de quatro anos, caso a Equatorial seja confirmada como acionista de referência. O governo de Minas pode perder participação caso todas as ações sejam vendidas.
Contexto e cenário de mercado
O consórcio liderado pela Equatorial envolve instituições como BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America, Citi e UBS BB. As ações da Equatorial fecharam o pregão anterior em alta de 1,89%, enquanto as da Copasa tiveram queda menor no dia, após valorização recente. A privatização mantém-se sob avaliação quanto aos impactos para o setor de saneamento em Minas.
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