A New School anunciou cortes que atingem cerca de 15% do quadro de funcionários, em meio a um déficit estimado em 48 milhões de dólares. A medida envolve 19 professores em tempo integral, sendo 10 titulares, além de ofertas de aposentadoria antecipada para dezenas de outros.
A instituição, situada em Nova York, informou que o pacote de reestruturação reduzirá de quatro para duas faculdades, encerrará mais de uma dúzia de programas acadêmicos e interromperá a entrada de doutorandos em grande parte dos casos. Trinta docentes foram remanejados para outras áreas.
Entre os impactos, 30 docentes foram transferidos de programas encerrados para departamentos remanescentes, buscando manter atividades de pesquisa e ensino.
Reestruturação e impactos financeiros
A universidade aponta déficit anual de cerca de 50 milhões de dólares como motivação essencial para a mudança, com a instituição registrando 20% menos alunos desde o pico de 2021. A queda de matrícula é citada como fator crítico para reduzir o tamanho da força de trabalho.
O debate sobre motivações políticas das demissões ganhou espaço entre docentes, com a AAUP local descrevendo o movimento como dilapidante ao corpo docente. A administração nega motivações partidárias, afirmando que o ajuste é necessário para a sustentabilidade financeira.
Segundo o reitor e o chanceler, as medidas visam tornar a instituição mais ágil e capaz de responder a padrões de matrícula em mudança, incluindo investimentos em programas de alto desempenho, como a College of Performing Arts.
A administração enfatizou que, desde dezembro, comunicou aos envolvidos as dificuldades orçamentárias e as iminentes reduções. O plano inclui manter operações com menor tamanho de equipe, sem indicar prazos finais para as mudanças.
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