O desmantelamento verde da plataforma de petróleo P-32 chegou ao fim no Estaleiro Rio Grande, com a Ecovix executando o processo a pedido da Gerdau. A operação seguiu critérios internacionais de sustentabilidade exigidos pela Petrobras para frota antiga, marcando o início de uma cadeia de reciclagem de baixo carbono para estruturas oceânicas.
Ao todo, 44 mil toneladas de metal devem retornar ao ciclo produtivo, evitando descarte em aterros ou no oceano. Resíduos não metálicos foram tratados para descarte ambientalmente seguro. Além do benefício ambiental, houve contrapartidas sociais, como doações para entidades assistenciais de Rio Grande.
Segundo a diretoria de matérias-primas da Gerdau, o investimento promove a economia circular e reduz emissões ao reciclar aço, elemento totalmente reutilizável. O modelo da P-32 serve de piloto para futuros descomissionamentos no Brasil.
Desmantelamento verde na prática
A iniciativa também envolveu a doação de uma cozinha e colchões para entidades locais, além de coletes salva-vidas usados em cheias de 2024. A estratégia reforça o compromisso com impactos positivos à comunidade gaúcha.
O projeto é apresentado como referência para a continuidade da agenda sustentável no estaleiro. A plataforma P-33, operando na Bacia de Campos, deve passar pelo mesmo protocolo de separação de materiais e reciclagem verde.
Continuidade e cronograma
A P-33 encontra-se no Rio de Janeiro e deve chegar ao estaleiro em julho. O dique seco permanecerá dedicado a descomissionamento ecológico, conforme cronograma, mantendo o foco em reduzir impactos ambientais e ampliar a economia circular do setor.
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