A captação da previdência privada aberta caiu em 2026 em relação a 2025, segundo dados da Fenaprevi. Os investimentos em PGBLs e VGBLs registraram captação líquida de R$ 6,7 bilhões, 7,8% abaixo do 1º quadrimestre de 2025. O IOF, mantido para aplicações acima de R$ 300 mil nos planos VGBL desde junho do ano passado, é apontado como fator de menor atratividade frente a outras opções de investimento.
O resultado acompanha o recuo de 2025, quando houve a menor captação líquida da história, em R$ 4 bilhões. A indústria afirma que o imposto tem dificultado a atração de recursos e ampliado resgates, afetando o fluxo de aportes nos planos abertos.
Dados do período e evolução do mercado
De janeiro a abril, a captação bruta somou R$ 54,1 bilhões, queda de 8,5% ante o mesmo período de 2025. Os resgates chegaram a R$ 47,4 bilhões. Em abril, o patrimônio total dos planos abertos atingiu R$ 1,9 trilhão, equivalente a cerca de 14% do PIB, com alta de 12,9% ante abril de 2025.
Mais de 13 milhões de planos ativos compõem o universo da previdência aberta, que envolve 11,2 milhões de participantes. A maioria, 8,9 milhões, corresponde a adesões individuais.
Estrutura por modalidade e contribuição
O VGBL lidera o mercado, com 8,6 milhões de planos ativos, correspondendo a 63% do total. Em seguida vêm o PGBL, com 3,2 milhões de contratos (23,1%), e os planos Tradicionais e demais modalidades, com 13,9%.
Na prática de aportes, o VGBL concentrou 49 bilhões, ou 90,5% do total captado no setor. O PGBL recebeu 4,3 bilhões (7,9%), enquanto os planos Tradicionais ficaram com 1,7% dos recursos captados.
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