O Ibovespa fechou em baixa nesta sexta-feira, com o 1° de maio registrando sessão de ajuste após dados de emprego dos EUA. O índice caiu 0,77%, aos 169.019 pontos, e encerrou a semana com queda de 2,7%, a oitava-feira seguida no negativo, um recorde de perdas.
A operação no mercado internacional veio acompanhada de um dólar em alta, que terminou cotado a R$ 5,17, ganho de 2%. O ambiente externo frustrou investidores brasileiros, face a sinais de aperto monetário nos EUA.
- Bloomberg Línea
A divulgação dos números de empregos nos EUA, com criação de vagas de 172 mil em maio, acima das expectativas, intensificou as apostas de alta de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano. A taxa de desemprego ficou em 4,3% e o ganho salarial soma 0,3%.
Reação de ativos brasileiros
Entre as ações, a Vale (VALE3) liderou as perdas, com queda de 3,78%, impactando o Ibovespa no volume. A Petra em seguida, com queda de 0,87% na PETR4, contribuiu para o recuo de defensivos no pregão.
Bancos tiveram desempenho misto: Bradesco e Itaú Unibanco avançaram, enquanto Banco do Brasil e BTG Pactual registraram perdas. Santander Brasil ficou próximo da estabilidade.
Equatorial (EQTL3) e Copasa (CSMG3) recuaram, em meio a deliberações sobre privatizações. A Equatorial foi a única a apresentar proposta como investidora estratégica após a desistência de grupo que incluía Itaúsa e Aegea.
Embraer (EMBJ3) teve alta após fechar contrato firme para 15 jatos com a Azorra, locadora de aeronaves. Magazine Luiza subiu após o Citi elevar a recomendação para neutro, ainda que mantendo a classificação de alto risco.
— Com informações da Bloomberg News
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