La batalla judicial pela herança da família Reyzábal ganha mais um capítulo. Olivia e Javier Reyzábal Roig, netos do empresário Florentino Reyzábal, ajuizaram queixa contra as tias Blanca e Mónica Reyzábal Gómez e contra Andrés Sastre Muñoz, marido de Blanca. Os delitos alegados são apropriação indébita, estafa, insolvência punível e falsidade documental.
A ação foi apresentada em Madrid no dia 25 de maio. Os irmãos sustentam que bens do patrimônio familiar foram ocultados ou avaliados abaixo do real para beneficiar as tias, causando prejuízo superior a 20 milhões de euros aos herdeiros.
Contexto da disputa
O núcleo da fortuna envolve a empresa Reyza 2006 Inversiones, que controla ativos imobiliários de peso como um imóvel na Paseo de la Castellana, 15, em Madrid, adquirido pela família em 2009 e que abriga a embaixada do Qatar e o Centro Cultural Coreano na Espanha. A principal joia do grupo foi a Torre Windsor, hoje Torre Titania, vendida ao El Corte Inglés por cerca de 500 milhões de euros após o incêndio de 2005.
Questões em foco e gestão do legado
Segundo a queixa, Florentino Reyzábal, falecido em dezembro de 2022, teria valorado de forma insuficiente as participações da família na empresa principal, com o objetivo de que часть dos ativos financiaram o patrimônio das filhas Blanca e Mónica. A acusação cita ainda uma agenda manuscrita de Blanca que, se comprovada, mostraria o prescrito roteiro de apropriação de bens.
Desdobramentos e histórico familiar
Os advogados das parteções apontam que Florentino designou como executores do testamento Carlos Paunero e Andrés Sastre Muñoz, este último esposa de Blanca, cuja nomeação é questionada pela defesa devido a possível conflito de interesses. A viabilidade da ação ainda depende de recebimento e instrução processual pelos tribunais de Madrid.
Perspectivas para a herança e patrimônio
A defesa dos netos sustentou que o patrimônio total da família já alcançava cifras expressivas, com heranças recebidas após falecimentos de familiares diretos. Entre os ativos, destacam-se participações na sociedade patrimonial, cujo valor seria alvo de revisão para ajustar o montante hereditário devidos aos netos.
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