A história de Neizita Geralda da Conceição, de 64 anos, ilustra como o cooperativismo e o turismo de experiência podem mudar vidas e territórios. Ela é uma das fundadoras da Cooperativa de Produtoras de Geleia de Pimenta-Biquinho, em Bento Rodrigues, distrito de Mariana (MG).
A cooperativa surgiu para valorizar a cultura local e gerar renda para as mulheres da região. Com apoio de entidades e do poder público, passaram a produzir geleias artesanais usando ingredientes típicos, como a pimenta biquinho, símbolo da comunidade.
Hoje a coop é referência de resiliência e inovação, atraindo turistas interessados na história de Bento Rodrigues. O turismo de experiência tem ganhado peso em Minas, buscando diversificar a economia e valorizar o patrimônio local.
As rotas culturais, gastronômicas e ambientais aparecem como alternativa à mineração, promovendo desenvolvimento sustentável. Em Belo Horizonte, há iniciativas de turismo comunitário; em Mariana, visitas a comunidades quilombolas e cachoeiras atraem visitantes.
Essa estratégia fortalece vínculos entre moradores e visitantes e gera renda local. O setor de cooperativismo mineiro mostra saída sólida para a economia regional, conectando identidade cultural e oportunidades econômicas.
Segundo dados do Sebrae, Minas Gerais agrega mais de 2 mil cooperativas ativas. Os setores abrangidos vão da agricultura ao artesanato, passando pelo turismo e serviços. O movimento favorece economia solidária e inclusão social.
O caminho para o futuro do estado passa pela valorização das raízes. Diversificar atividades econômicas, associando sustentabilidade, cultura e inovação, é visto como maneira de abrir rotas fora dos trilhos do minério.
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