O Brasil não impôs tarifas adicionais sobre nenhum dos 10 produtos norte-americanos mais importados em 2026, apesar de acusações de práticas comerciais desleais vindas dos EUA. A investigação do USTR, aberta em 2025, citou déficits comerciais, mas o foco atual não é apenas o saldo entre as duas economias.
O levantamento do Poder360 considerou os 20 itens com maior participação na balança Brasil–EUA, avaliando os 10 mais importados pelo Brasil e os 10 mais importados pelos EUA, entre janeiro e maio de 2026. Os dados dos EUA vêm da USITC, e os do Brasil seguem a Tarifa Externa Comum do Mercosul.
Historicamente, Washington acusou o Brasil de protecionismo; no entanto, o relatório recente do USTR não cita esse mecanismo. O documento aponta apenas duas medidas tarifárias: acordos bilaterais com Índia e México, e a tributação de 18% sobre o etanol brasileiro.
Mudança de tom nas justificativas
Analista ressalta que a diferença entre planos sugere motivação distinta. No âmbito sistêmico, o Brasil continua buscando abertura e competitividade; bilateralmente, a retórica protecionista aparece como estratégia de negociação dos EUA, segundo especialista.
Segundo Welber Barral, a acusação de protecionismo tem timming político e não se sustenta como comparação direta de tarifas. Ele afirma que tarifa nominal não equivale a abertura real, já que os EUA também protegem setores sensíveis por meio de outros instrumentos.
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