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Reforma tributária pode elevar passagens aéreas em 23%

IATA alerta no Rio: reforma tributária pode encarecer passagens aéreas no Brasil, com voos domésticos em média 23% e internacionais 26%

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A reunião anual da IATA, realizada no Rio de Janeiro, alertou sobre possível alta no preço das passagens aéreas brasileiras. O motivo seria a reforma tributária aprovada no Congresso, que pode elevar custos para companhias e passageiros.

Segundo a IATA, o novo imposto IVA ficaria entre 26% e 27%. Empresas do setor entendem que esse valor impactaria diretamente as tarifas cobradas aos passageiros, tanto em voos domésticos quanto internacionais.

A estimativa da IATA aponta alta média de 23% para passagens domésticas, de 650 reais para cerca de 800 reais por trecho. Já para voos internacionais, o aumento seria de 26%, de US$ 740 para aproximadamente US$ 935.

Os números indicam ainda que o efeito pode elevar o valor em reais de voos internacionais para cerca de 4.675 reais, conforme câmbio médio utilizado pela indústria. O Ministério da Fazenda contestou a magnitude, citando créditos tributários.

A pasta argumenta que o setor aéreo pode se beneficiar de créditos, reduzindo o impacto das mudanças. O diálogo entre governos, indústria e reguladores segue visando esclarecer o cenário.

Volume de processos judiciais pressiona preços

Durante a reunião, a IATA ressaltou o elevado número de ações movidas por passageiros contra companhias. No Brasil, a taxa é de um processo para cada 227 passageiros, frente a um para 1,2 milhão nos EUA.

Segundo a entidade, esse volume de ações aumenta as tarifas entre 3% e 5%, somando desperdícios que superam 1 bilhão de reais por ano em advogados e tribunais. O debate sinaliza dificuldades operacionais para o setor.

Entre os relatos, John Rodgerson, CEO da Azul, indicou que a judicialização vem se intensificando, mesmo com iniciativas da Justiça e da ANAC. A companhia avalia impactos financeiros e de planejamento.

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