A alta do combustível deve frear o ritmo de expansão da Latam no Brasil no 2º trimestre, segundo Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil. Ele afirmou em entrevista ao Estadão/Broadcast que o crescimento ficaria em torno de 8%, ante 11% previstos, por causa dos custos.
Cadier explicou que a demanda continua resiliente, mas o repasse de custos pegou de surpresa. Não houve corte de destinos; houve ajustes pontuais em frequências com excesso de oferta, incluindo na Ponte Aérea Rio-São Paulo.
O executivo destacou que o impacto virá nos resultados futuros, com estimativa de cerca de US$ 700 milhões a mais em custos no 2º trimestre, devido ao querosene de aviação. Mesmo com o eventual fim dos conflitos, os preços devem permanecer altos nos próximos meses.
Impacto no curto prazo
A Latam prevê crescimento de oferta de 8% no 2º trimestre ante o ano anterior, mantendo planos de expansão. O grupo não planeja eliminação de destinos, apenas ajustes de rotas com menor rentabilidade.
Perspectivas de demanda e frota
Cadier disse que a demanda corporativa permanece estável, enquanto o viajante de lazer está mais cauteloso diante das tarifas. O plano de expansão de frota segue firme, com Embraer E2 e aeronaves Airbus no Brasil.
Reforma tributária como principal preocupação
Ao tratar da agenda de longo prazo, Cadier apontou a reforma tributária como o principal entrave para o crescimento da aviação no país. A latam teme aumento de impostos para voos domésticos e internacionais, afetando preços ao consumidor.
Contexto geopolítico e custos
O executivo destacou que a guerra no Oriente Médio elevou o custo do QAV, com efeito ainda não refletido plenamente nos resultados. Mesmo diante de custos elevados, a Latam mantém o ritmo de expansão e busca mitigação de impactos.
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