Milho: fatores que influenciam os preços ganham importância neste mês. A colheita rápida no Centro-Sul do Brasil, especialmente em Mato Grosso e Paraná, pode pressionar o cereal. A análise vem de fontes privadas e oficiais que acompanham o mercado.
A Grainsights aponta que o ingresso progressivo do novo volume no mercado deve manter compradores domésticos estáveis, com compras escalonadas pelas indústrias. A tendência é de sustentação de patamares entre junho e julho.
Panorama climático no Brasil
O Inmet prevê junho com temperaturas acima da média e chuvas irregulares na região central. Minas Gerais, Goiás e o norte de São Paulo já apresentam perdas associadas à estiagem, impactando a disponibilidade de grão.
A Grainsights destaca que o estresse térmico em lavouras tardias e o risco de geadas em áreas altas do Sul funcionam como contrapesos, limitando quedas mais expressivas na B3.
Fetos macroeconômicos e câmbio
A valorização do dólar aumenta a competitividade das exportações brasileiras de grãos, em um cenário de aperto monetário interno. O avanço cambial ocorre junto a perspectivas de juros mais altas no Brasil.
O Boletim Focus elevou a estimativa da Selic para 2026, passando a 13,50% ao ano, o que alimenta a expectativa de custos financeiros para agricultores e traders.
Fomento à volatilidade internacional
A semana marca a abertura da Copa do Mundo de 2026, evento que pode ampliar a volatilidade nos mercados globais e, indiretamente, influenciar movimentos de preços no milho.
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