O índice de inflação voltou a ser pressionado pelos alimentos. Em maio, a taxa foi de 1,14%, frente a 0,81% em abril. No acumulado de janeiro a maio, a alimentação ficou 3,9% mais cara, enquanto a inflação geral avançou 1,9%. Os dados são da Fipe para a cidade de São Paulo.
As pressões continuam puxadas pelos carnes e pelos produtos in natura. Na proteína animal, os bovinos registraram alta acumulada de até 17% no ano, com a arroba em torno de R$ 350 no mercado paulista. A demanda externa permanece firme e a oferta interna, restrita.
Mercado externo e perspectivas para exportação: o Brasil atingiu o teto de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina para a China sem taxa extra, e já soma esse patamar mais os 12% adicionais. A orientação chinesa pode frear compras, elevando os preços. As receitas de exportação para o país somaram US$ 3,78 bilhões entre janeiro e maio, 52% acima de 2025.
A partir de setembro, a União Europeia pode influenciar o fluxo de carnes brasileiras se o país não se adaptar às exigências do bloco. Em 2026, as exportações de carne bovina para a UE somaram 43 mil toneladas, 16% acima de 2025, com receitas de US$ 377 milhões, 32% mais fortes. As receitas com carne de frango também cresceram 62% em maio ante 2025.
Além das carnes, os hortifrútis tiveram alta relevante em maio. Batata subiu 41% ao consumidor, tomate 25% e cebola 21%, conforme a Fipe. A Instabilidade climática, doenças e menor produtividade reduziram a oferta, conforme o Cepea. Custos de produção, fertilizantes e frete também pesam nos produtores.
A produção de leite segue pressionada, com a quarta alta mensal no campo e aumento de 10% em abril. A sazonalidade reduz a oferta, intensificando a disputa entre indústrias. Em contrapartida, o café acumula queda de 8,5% no ano, refletindo safra estimada como recorde. O arroz permanece estável e o óleo de soja registra queda de 10% no ano. O açúcar cai 14% diante da retração externa.
Entre na conversa da comunidade