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Aneel homologa leilão de capacidade mesmo diante de pressão da Justiça do Ceará

Aneel homologa Leilões de Reserva de Capacidade de 2026 mesmo com liminar da Justiça do Ceará, sob apuração e disputas judiciais em curso

Usina térmica da Petrobras
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Aneel homologou nesta terça-feira (9) os resultados dos Leilões de Reserva de Capacidade na Forma de Potência de 2026, encerrando uma etapa-chave na contratação de potência para o sistema elétrico. A decisão ocorreu mesmo após liminar da Justiça Federal do Ceará que suspendia a homologação, atendendo a uma ação civil pública da Fiec.

O diretor-relator Fernando Mosna afirmou que a Aneel não detém competência para revisar escolhas de política energética feitas pelo MME, como fontes, preços e modelagem. A atuação da agência na homologação limita-se à verificação da regularidade jurídica e procedimental do certame.

Segundo Mosna, controvérsias judiciais não impedem a homologação, desde que não haja decisão cautelar eficaz suspendendo o processo. O parecer da Procuradoria Federal junto à Aneel sustentou que a liminar do Ceará não constitui obstáculo jurídico, pois o tema já foi apreciado pela 6ª Vara Federal do DF.

A homologação abrange o Leilão principal, para contratação de potência de usinas a gás natural, carvão, hidro e também de óleo, biodiesel e similares. O Leilão nº 2/2026 contratou cerca de 18,98 GW, com início de suprimento entre 2027 e 2031, envolvendo Petrobras, Eneva, Karpowership, J&F, Âmbar, Copel, Chesf e outros projetos.

Também foi homologado o Leilão nº 3/2026, com 174,69 MW no produto termelétrico de 2027 e 98,4 MW para 2030, envolvendo Petrobras, CBC Petrolina e Usina Xavantes. A Aneel apura que os contratos somam aproximadamente R$ 118,3 milhões por ano.

Apesar da homologação, a controvérsia permanece. O voto aponta que o ato administrativo não impede investigações do TCU, do MPF e do Judiciário. Eventuais determinações futuras deverão ser observadas pela Aneel, conforme o documento.

Com a homologação anunciada, o próximo passo é a formalização dos Contratos de Potência de Reserva de Capacidade (CRCAPs). A contratação segue sob escrutínio regulatório, judicial e político, com impactos econômicos de longo prazo.

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