A Federación Bancaria Europea apresentou um estudo elaborado pela consultoria Oliver Wyman que estima em 1,4 trilhões de euros as necessidades de financiamento da economia da UE. O relatório atualiza cifra anterior associada ao Letta, que apontava 800 bilhões de euros, e defende simplificação regulatória.
Conduzindo a pauta, o documento também defende avançar na união bancária, mantendo, porém, a opção de não mencionar explicitamente a criação de um fundo comum de garantia de depósitos. A proposta é parte de um debate antigo entre bancos europeus e governos.
O estudo aponta que a pouca integração dos bancos europeus aumenta custos e reduz resistência a choques. Segundo a pesquisa, a ausência de uma instituição de garantia unificada dificulta fusões transfronteiras e a formação de campeões paneuropeus.
A União Europeia prepara um relatório sobre o tema para o verão, com expectativa de propor medidas legislativas no próximo ano. Espanha, Itália e França atuam como impulsores da revisão regulatória nessa linha.
Entre as recomendações, a Federação Bancária Europeia pressiona pela conclusão da união bancária como condição para maior competitividade e financiamento de investimentos. Bancos do sul da Europa são os mais impactados pela atual fragmentação.
Em foco: impactos regulatórios e supervisão
O estudo ressalta que o nível de capital e liquidez ainda é exigido por filiais em cada país, o que pode desincentivar consolidação. Divergências entre autoridades nacionais também aparecem como entraves à integração plena do mercado.
A pesquisa destaca a necessidade de uma visão holística dos requisitos de capital, pedindo reestruturação dos componentes de nível 2 e nível 3. A ideia é simplificar regras de supervisão sem comprometer a segurança.
A proposta também sugere ampliar o mandato do BCE como supervisor. Hoje, o BCE trabalha com a estabilidade financeira da zona do euro; ampliar competências incluiria promover a competitividade do setor financeiro europeu.
Outras medidas citadas envolvem racionalizar recargos de capital, modernizar o arcabouço regulatório e revisar normas prudenciais. O relatório também sugere avanços na conta única de investimentos e na reforma do mercado de titulizações.
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