As importações de soja da China em maio ficaram em 11,79 milhões de toneladas, queda de 15,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Mesmo assim, o volume foi o terceiro maior para maio, superando as expectativas do mercado em torno de 11 milhões de t. Dados são da Administração Geral das Alfândegas.
Analistas destacam que parte do volume de maio pode ter absorvido cargas retardadas de abril, devido ao desembaraço aduaneiro mais lento no mês anterior. A melhoria recente no processamento de importação reduziu o tempo de desembaraço para 10 a 14 dias, ante cerca de 25 dias antes.
Entre janeiro e maio, as chegadas da commodity ao maior importador do mundo somaram 36,94 milhões de toneladas, queda de 0,4% frente ao ano anterior. Olhando adiante, prevê-se que junho a agosto registrem 10–11 milhões de t mensais, sinalizando oferta abundante no segundo e terceiro trimestres.
Panorama de oferta e demanda
O Brasil, maior produtor global, exportou 14,83 milhões de toneladas de soja em maio, frente a 14,10 milhões no mesmo mês de 2024. O país deve manter a China como principal destino dessas exportações, conforme dados oficiais do governo brasileiro.
Além disso, observa-se atenção dos operadores à retomada da demanda chinesa por soja dos EUA, após acordos comerciais anunciados em negociações entre Beijing e Washington. A ausência de grandes compras recentes tem impactado os futuros de soja de Chicago.
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