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Dólar recua para R$ 5,17 e Bolsa sobe após entrevista de Durigan

Dólar recua para 5,17 reais e Ibovespa sobe, com foco no Copom e nas falas do ministro Durigan sobre disciplina fiscal

Dólar acumula 5,5% de alta desde 12 de maio
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O dólar encerrou o dia estável, em 5,178 reais, com leve recuo de 0,04% na sessão. A moeda chegou a sofrer variações ao longo do dia, mas fechou próxima da referência de ontem.

O Ibovespa avançou 0,57%, aos 169.622 pontos, em 20 minutos de pregão. A reação ocorre após oito quedas em dez sessões, com o índice já no cenário de recuperação parcial.

Ontem, o índice caiu 0,21%, para 168.668 pontos, marcando o menor nível desde 20 de janeiro. A oscilação acompanha uma queda acumulada de 15% desde o pico de 14 de abril.

Momento externo e políticas públicas

No exterior, o petróleo recuou: Brent caiu 2,97% para 91,45 dólares o barril; WTI, 3,4% a 88,20 dólares. A variação global influencia fluxos de recursos e perspectivas de juros locais.

Segundo autoridades, a possível reabertura de rotas estratégicas no Golfo poderia impactar o preço do petróleo, com consequências para inflação e política monetária. A região movimenta cerca de 20% do abastecimento mundial.

Mercado acompanha as falas do governo. Em entrevista ao UOL News, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, citou o Desenrola e subsídios a combustíveis como medidas para mitigar impactos da guerra, mantendo o compromisso com o teto de gastos.

Durigan reiterou que a regra fiscal será observada e que não serão criadas exceções para novas despesas. A fala reforça o tom de responsabilidade fiscal diante de pressões inflacionárias e de demanda.

Expectativas para o Copom

A atenção se volta ao Copom, que se reúne nos dias 16 e 17 de junho para decidir a Selic, hoje em 14,5% ao ano. A expectativa de corte de 0,25 ponto já não é predominante, com queda apontada por 40% do mercado, frente a 74% anteriormente.

Mant–er a Selic é visto por alguns analistas como cenário mais provável, dadas as pressões inflacionárias. O grupo que aposta na manutenção sobe para 60%, ante 24% antes da divulgação das pesquisas. As projeções seguem dependentes de dados de inflação.

A Focus semanal mostra ajustes nas expectativas: o IPCA projetado para o fim de 2026 manteve leve alta, enquanto a meta de inflação permanece desafiada. Economistas destacam que o cenário depende de demanda interna e de custos com energia.

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