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Fitch vê segundo semestre desafiador para bancos com juros altos

Fitch aponta segundo semestre desafiador para Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e BTG Pactual devido a juros altos, inadimplência e incertezas eleitorais

Segundo analistas da Fitch, todos os bancos avaliados registraram algum grau de deterioração nas métricas de qualidade
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Segundo analistas da Fitch Ratings, os maiores bancos brasileiros devem seguir um segundo semestre desafiador diante de juros altos e incertezas eleitorais. A avaliação aponta que o ritmo lento de cortes de juros mantém pressão sobre crédito e qualidade de ativos. A instabilidade geopolítica agrava o cenário.

A Fitch manteve cobertura sobre Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e BTG Pactual. Todos apresentaram deterioração nas métricas de qualidade, com o grau de piora variando conforme a exposição a carteiras mais pressionadas. Provisões contra devedores duvidosos aumentaram no primeiro trimestre.

No BB, o agronegócio puxa atrasos e eleva provisões. A seguradora de crédito aponta que a piora pode estar próxima do pico, mas o cenário macroeconômico segue incerto. A adoção da resolução 4.966 elevou o reconhecimento de perdas, segundo a Fitch.

Conforme a Fitch, as medidas do BB para reduzir o ritmo de reservas devem impactar a rentabilidade ainda este ano. O ROE caiu para 7,3% no 1º trimestre, o pior em cerca de uma década, com Selic em dois dígitos e riscos climáticos relevantes.

Bradesco, por sua vez, mantém sinais de recuperação gradual, fruto de um plano de cinco anos iniciado em 2024. A instituição ampliou operações com garantia e avançou na base de alta renda, fortalecendo capital com a Bradsaúde.

Entretanto, a Fitch observa que o ambiente macro tem dificultado a aceleração de resultados. A depender de condições mais favoráveis, o Bradesco pode acelerar a melhoria de lucros.

Itaú e BTG aparecem como os mais resilientes entre os avaliados. O Itaú se beneficia da eficiência operacional e de gestão de risco, com carteira de crédito bem protegida no segmento agro. A instituição já mantém rating em BB+.

O BTG Pactual também figura resiliente, segundo a agência, com capital robusto e capacidade de acessar mercados de capitais em condições favoráveis, o que contribui para sustentar seu desempenho diante do cenário desafiador.

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